Porto Alegre, 22/05/2012
Conta a bíblia, em 2Reis, no capítulo 4, que certa viúva clamou ao profeta Eliseu por auxílio. Os credores de seu falecido marido bateram à sua porta, e como ela não tinha com o que saldar a dívida, estes queriam levar-lhe os filhos como escravos. Eliseu lhe perguntou o que ele poderia fazer, e se ela tinha em casa algo que poderia ser útil. A mulher respondeu que nada tinha, a não ser uma botija de azeite. O profeta, então, diz à mulher para pedir vasilhas aos seus vizinhos, vasilhas vazias, e não poucas. Depois, ela deveria entrar em sua casa com seus filhos, fechar a porta e derramar o azeite que possuía nas vasilhas emprestadas. E assim fez aquela viúva. Seus filhos iam trazendo as vasilhas e ela as ia enchendo; e o azeite que ali estava não findava. Em dado momento, ao pedir mais um recipiente, um dos filhos lhe diz: - não há mais! Então o azeite parou. Com a venda do azeite, a mulher pôde pagar o que devia sem precisar entregar seus filhos, e ainda teve sobra para seu sustento.
Ao meditar nessa história, pude perceber a sua semelhança com a nossa vida espiritual. Deus é uma fonte inesgotável, que pode nos encher de uma maneira que nem podemos imaginar. Nós é que somos um recipiente limitado. A viúva buscou auxílio em quem podia lhe ajudar, e a palavra vinda de Deus, na boca do profeta, gerou fé no coração dela, levando-a a tomar a atitude de buscar as vasilhas. Ela tinha plena certeza de que, de alguma maneira, Deus operaria um milagre. Que possamos nós também hoje, seja através de uma meditação diária ou do ouvir a pregação da palavra, termos essa mesma fé gerada em nosso coração. Uma fé que nos leva a agir, independente das circunstâncias à nossa volta, e que resulta num maior derramar de Deus em nosso ser. E que essa mesma palavra possa estar cada vez mais enraizada em nosso íntimo, e que, quando sair pela nossa boca, gere fé também naqueles que nos cercam.