Últimas notícias 19/02/2012 07:37:46

Animê provoca suicídios?

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Uma onda de suicídios entre adolescentes inundou a Rússia: 17 casos ocorreu em duas semanas. Todos os alunos eram de famílias boas, faziam progressos na escola. Com isso, muitos deles foram fãs apaixonados pelo anime japonês. Poderia que o anime tinha provacado uma disposição suicida? O que força a geração de Ipad e Twitter dar um passo fatal? O especialista principal em psicologia infantil e juvenil, Olga Makhovskaya, fala como a animação japanesa influincia o psíquico da criança:

 

"O animê em si não pode causar suicídios entre adolescentes. Entretanto, este é uma arte visual que muitos adolescentes apaixonam-se, porque exaceba seus sentidos. Um heroísmo da morte, caraterístico para cultura japonesa, em muitas vezes serva como um critério da amizade verdadeira, da fidelidade. É típico para meninas saltar de altura de mãos dadas. É no anime onde usam temas de aventuras heróicas de meninas, de uma amizade inseparável entre elas. Nossas crianças interessam-se na animação japonesa já desde seis anos. Este é uma subcultura inteira em que toda uma série de gêneros e estilos atribue à morte um estetismo. Por isso, não podem excluir uma influência indireta.

Além disso, animê faz desaparecer fronteiras entre realidade e cultura virtual. Às vezes a cultura virtual, devido às suas soluções gráficas, parece mais viva e rica do que a vida real. O fenômeno de suicídios entre adolescentes tem mais uma caraterística – adolescentes não percebem que a morte é o fim, que nada acontecerá depois, eles não compreendem a irreversibilidade da morte. Em suas mentes, morte é realmente uma transição para um outro mundo".

Na verdade, no animê frequentemente aparecem personagens que perseguem a morte, mas a morte chega para aqueles que não queriam morrer. Já existem personagens que vêem vida e morte filosoficamente, considerando que vida é só um jogo.

Notam que suicídios entre adolescentes frequentemente ocorrem depois de férias prolongadas quando retomam e agravam conflitos na escola, bem como entre crinças e pais, o que em muitos casos é uma causa de suicídio. Às vezes a decisão de suicidar-se é impulsiva e tomada sob o domínio de emoção violenta. Mas este não tanto uma tentativa de dar cabo de si, como uma tentativa de atrair atenção para si mesmo e seus problemas. Entretanto, acontece que um suicídio é um evento planejado, cujo objetivo principal é tirar sua própria vida custe o que custar. A vida de adolescente torna-se tão intolerável que ele busca quaisquer meios de escapar deste mundo, visitando os sites que desenvolvem o tema de morte, onde ele encontra pessoas para seu “último passo”.

Anualmente na Rússia ocorrem 4000 tentativas de suicídios entre adolescentes, 1500 dos quias terminam em morte. No entanto, suicídios entre adolescentes são típicos não apenas na Rússia. O Japão continua permanecendo entre dez países principais em suicídios. Em 2007 o governo japonês divulgou “O livro branco para lutar contra suicídios”, onde descreveu 46 meios de combater o fenômeno.

Vários anos atrás, um representante do parlamento japonês, responsável por prevenção de suicídios entre adolescentes, e o presidente da Federação Internacional de Cheerleading visitaram São Petersburgo. Sabemos que os jovens sentem-se mais seguros quando sentem sua filiação a um grupo. Depois de numerosos estudos de suicídios entre adolescentes, cientistas e psicólogos japoneses decidiram usar esta caraterística na formação do psíquico de crinças. Cheerleading, como nenhuma outra coisa, une os jovens, formando neles liderança, otimismo, sucesso, e permitindo sentir um apoio de amigo. É por isso que no Japão mais de 3 milhões de jovens são envolvidos em cheerleading que é uma disciplina obrigatória no currículo da escola secundária japonesa. Após a visita da delegação japonesa a São Petersburgo, a cidade enfrentou um desenvolvimento rápido de cheerleading. Muitos pais destacaram que depois ter começado a praticar cheerleading, suas crianças tornaram-se menos rudes e fechadas, começaram a fazer mais progressos na escola, deixaram maus hábitos, e em geral tornaram-se mais alegres e amistosas.


Fonte: VOZ DA RUSSIA

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