Saúde 20/09/2011 16:29:56

Médicos quebram estatísticas e separam gêmeas siamesas unidas pela cabeça

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Um time de médicos britânicos entrou para a história depois de separar duas gêmeas siamesas unidas pela cabeça. Até o resultado final elas foram submetidas a quatro operações, sendo a última, em 15 de agosto, no Hospital Infantil Great Ormond Street, em Londres.

Apenas neste domingo (18), mais de um mês depois da operação, as bebês Rital e Ritag Gaboura, de 11 meses, tiveram informações sobre o estado de saúde divulgadas.

A viagem das sudanesas a Londres e todo o tratamento médico foi pago pela instituição de caridade Facing the World. Até o momento, elas parecem não ter sofrido danos neurológicos.

Casos de gêmeos siameses são extremamente raros e apenas 5% deles são unidos pelo crânio, isso significa uma estatística de um em um milhão. Destes, cerca de 40% morrem antes mesmo do nascimento ou durante o parto e outros 35% morrem nas primeiras 24 horas de vida, o que faz com que apenas 25% dos bebês unidos pela cabeça sobrevivam.

Os gêmeos siameses são monozigóticos, ou seja, formados a partir do mesmo zigoto. Porém, nesse caso, o disco embrionário não chega a se dividir por completo, produzindo gêmeos que estarão ligados por uma parte do corpo, ou têm uma parte do corpo comum aos dois. O embrião de gêmeos xifópagos é, então, constituído de apenas uma massa celular, sendo desenvolvido na mesma placenta, com o mesmo saco aminiótico. 

Entenda o caso

As gêmeas Rital e Ritag nasceram de cesariana na capital do Sudão, Cartum. Devido à maneria como suas cabeças eram unidas, havia um grande fluxo de sangue entre os cérebros das irmãs. Ritag irrigava metade do cérebro da irmã, enquanto recebia quase todo esse fluxo de sangue de volta para seu coração. A qualquer queda significativa no fluxo sanguíneo cerebral elas poderiam sofrer danos neurológicos. 

Os pais de Rital e Ritag se disseram privilegiados por suas filhas terem conseguido fazer a cirurgia. "Estamos muito agradecidos por poder esperar o momento em que vamos voltar para casa com duas meninas separadas e saudáveis. Agradecemos a todos os médicos que doaram seu tempo e à instituição Facing the World por organizar toda a parte logística e pagar pelas cirurgias."

Até o momento, elas reagem bem a todos os testes e estímulos da mesma maneira que reagiam antes das operações, o que indica que não houve danos neurológicos. Mas ainda não é possível descartar a possibilidade.


Fonte: JORNAL DO BRASIL

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