Palavra do Pastor 20/09/2008 22:19:34

Adorando a Deus em fé

“É o caso de Abraão, que creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça” (Gálatas 3.6)
É muito comum nós, seres humanos, confiarmos em nossa “moral” ou em nossas “boas obras” para, algum dia, termos o “direito de entrar no céu”. Talvez esse é o pensamento que alguém possa ter a respeito de Abraão, o “grande” patriarca, um homem correto e obediente, que “merecia” a salvação. Ora, sabemos que Abraão até pode ter tido uma reputação íntegra aos olhos humanos. No entanto, aos olhos de Deus, que tudo vê, Abraão, como todo ser humano, era pecador. Assim, ele não foi justificado e salvo por ter deixado sua parentela, ou por ter sido circuncidado, ou mesmo por ter oferecido a Isaque em sacrifício. Abraão foi justificado diante de Deus porque ele creu. Como a fé honra a Deus, Ele a considera para justiça. Duas coisas justificam o cristão: a fé em Cristo, que é um dom de Deus; e a aceitação, por parte de Deus, dessa fé imperfeita como justiça perfeita. Assim, por causa de nossa fé em Cristo, Deus cobre todos os nossos pecados. Paradoxalmente, portanto, um cristão é, ao mesmo tempo, justo e pecador, inimigo e amigo de Deus. Lutero ensinava que um cristão nunca poderia ser perfeito nesta vida, embora pudesse ser santo: “Você sente o pecado? Isso é um bom sinal. Reconhecer que alguém está doente é um passo, um passo muito necessário para a restauração... Procure o médico celestial, Cristo, que cura os quebrantados de coração. Não consulte o médico impostor, a razão. Creia em Cristo, e os seus pecados serão perdoados. A justiça de Cristo se tornará a sua, e os seus pecados se tornarão os pecados de Cristo”. Em certa ocasião, Jesus disse aos seus discípulos: “o próprio Pai vos ama”. Por quê? Porque os discípulos eram fariseus, ou circuncidados, ou praticantes da Lei? Não mesmo! Ele disse: “o próprio Pai vos ama, visto que me tendes amado e tendes crido que eu vim da parte de Deus” (Jo 16.27).
O coração do homem precisa ser purificado pela fé em Cristo antes que ele possa erguer um dedo para agradar a Deus. Aquele que tenta ser justificado por suas obras quebra o primeiro mandamento, pois ele não adora a Deus em fé. Ele adora a si próprio. Por isso, foi “pela fé” que “Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício do que Caim” (Hb 11.4). Minha conclusão, portanto, é a mesma do escritor aos hebreus: “sem fé é impossível agradar a Deus” (11.6).
Fonte: Christian Lo Iacono

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