“Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, em dias do rei Herodes, eis que vieram uns magos do oriente a Jerusalém. E perguntavam: Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? porque vimos a sua estrela no Oriente, e viemos para adorá-lo” (Mt 2.1,2).
A cada Natal, figuras luxuosamente vestidas, conhecidas como os magos, percorrem os corredores de incontáveis templos e presépios, levando presentes de “faz de conta” de ouro, de incenso e de mirra. Em termos modernos, esses personagens – cuja fama foi maior entre 500 A.C. e 200 D.C. – eram eruditos que se distinguiam no campo da matemática, da astronomia, da astrologia, da alquimia e da religião. Com freqüência eram conselheiros de cortes reais, e um dos seus deveres era estudar as estrelas a fim de antecipar o nascimento de qualquer novo governante, que eventualmente ameaçasse os poderes correntes. O registro da Bíblia não diz quantos magos vieram ver o menino Jesus em Belém, mas a igreja ocidental, desde o século VI D.C., estabeleceu esse número como três, que representariam ou as três raças principais ou a Trindade.
E aqui temos um fato verdadeiro: o homem é trazido de longe, por meio de muitas vicissitudes da vida, para encontrar e finalmente se render a Cristo, mesmo quando a própria natureza tenha de intervir para possibilitar tais encontros. Os primeiros pais interpretavam a história como indicação de que todas as formas de paganismo, incluindo a magia, terão de dobrar-se ante a sabedoria de Cristo, tal como os antigos magos se prostraram ante o berço de Jesus. Deus pôs um sinal nos céus para guiar aqueles homens. A astrologia, neste aspecto, ilustra a necessidade e o anelo dos homens de olharem para fora deste mundo, na direção do céu, para poderem descobrir os segredos de Deus. O sinal levou-os a começar uma longa viagem, e isso é típico em toda inquirição espiritual. Ao chegarem, encontraram o que procuravam, a saber, Jesus, e se rejubilaram.
NASCIMENTO. A passagem de Lucas 2.7 indica que não havia lugar para Jesus na hospedaria, razão porque Ele teve que nascer numa manjedoura – um cocho onde se alimentam animais num celeiro ou estábulo. O sinal de identificação de Jesus para os pastores em vigília era “uma criança envolta em faixas e deita em manjedoura” (v. 12). De onde vêm, portanto, o consumismo e o materialismo reinantes em nossos natais ?
Que brilhante estrela teria dirigido os passos dos magos em sua jornada ?
Temos um indício: a 17 de dezembro de 1603, o notável astrônomo Johannes Kepler voltou seu modesto telescópio na direção da conjunção de Júpiter e Saturno, na constelação de Peixes. Ele relembrava alguns comentários feitos pelo escritor rabínico Abarnabel, no sentido de que o Messias apareceria quando houvesse uma conjunção de Júpiter e Saturno, na constelação de Peixes. Kepler pôs-se a calcular seus informes, e resolveu que Jesus nasceu no ano 6 A.C.
Os historiadores têm reunido muitas evidências relevantes, mas inconclusivas, acerca da data exata do nascimento de Jesus. As modificações nos métodos de cálculo do calendário têm aumentado suas dificuldades. Sabemos, com base na narrativa do Evangelho de Mateus, que Jesus nasceu durante o reinado de Herodes, o Grande; e sabemos que Herodes morreu em 4 A.C. Mas não há nenhuma razão especial para concluirmos que 25 de dezembro foi a data do nascimento de Jesus. Em Roma, desde há muito, havia celebrações em torno do solstício de inverno, e no dia 25, que era o último dia da saturnália, ou festividades dedicadas a Saturno, havia festas irrestritas. Sempre foi conhecida essa data como Dies Natalis Invicti, nascimento do inconquistável. Posto que o povo costumava fazer celebrações nessa data, talvez alguém tenha sugerido que bem poderia ser declarada como o dia do nascimento do Salvador. Mas foi somente no ano de 354 D.C. que Justiniano decretou oficialmente que a data de 25 de dezembro celebrava o nascimento de Jesus. Mas alguns estudiosos modernos pensam que uma data, durante a primavera, seria mais provável.
BELÉM. O nome significa casa de pão, o que indica a fertilidade da região. A cidade ficava localizada a poucos quilômetros ao sul de Jerusalém. Os romanos a destruíram no século II D.C., durante o reinado de Adriano. Algum tempo depois perdeu-se o local da natividade de Jesus. A igreja da Natividade, erigida pela imperatriz Helena, mãe do imperador romano Constantino, o Grande, no início do século IV, assinala o local, mas há quem duvide de sua autenticidade. Mas o que importa é o que Ele disse no capítulo 6 do Evangelho de João: “Eu sou o pão da vida; o que vem a mim, jamais terá fome; e o que crê em mim, jamais terá sede” (v.35); “Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá eternamente” (v.51).
PAPAI NOEL. A lenda do Papai Noel foi inspirada em uma pessoa chamada São Nicolau, que viveu há muitos séculos atrás. Embora tenha sido um dos ídolos mais populares do catolicismo, atualmente poucas pessoas conhecem a sua história. Ele viveu numa província ao sudoeste da costa da Ásia Menor, onde hoje existe a Turquia. A História diz que ele nasceu no ano 350 D.C. e viajou ao Egito e à Palestina ainda jovem, onde se tornou bispo. Durante o período da perseguição aos cristãos pelo Imperador Dioclécio, ele foi aprisionado e solto posteriormente por Constantino, o Grande, sucessor de Dioclécio.
Sua reputação de generosidade e compaixão é melhor exemplificada na lenda que relata como ele salvou da vida de prostituição as três filhas de um homem pobre. Em três ocasiões diferentes, o bispo arremessou uma bolsa contendo ouro pela janela da casa da família, abastecendo, desta forma, cada filha com um respeitável dote, para que pudessem elas conseguir um bom casamento.
São Nicolau foi escolhido como o santo patrono da Rússia e da Grécia. É também o patrono das crianças e dos marinheiros. A transformação de São Nicolau em Papai Noel ocorreu na Alemanha exatamente com a Reforma Protestante, que rejeitou o cultos aos “santos”. Com isso, a figura de São Nicolau como tutor e patrono foi transferida a JESUS. Todavia, sua figura do homem do Natal permaneceu.
Como o Natal transformou-se na mais famosa e popular das festas, a lenda do “bom velhinho” cresceu. Em 1822, Clement C. Moore escreveu o poema A visit from St. Nicholas, retratando Papai Noel passeando em um trenó puxado por oito pequenas renas, o mesmo modelo de transporte utilizado na Escandinávia. O primeiro desenho retratando a figura de Papai Noel, como conhecemos nos dias atuais, foi feito por Thomas Nast e publicado no semanário Harper’s Weekly, em 1866.
CONCLUSÃO. O anúncio sobre o nascimento do Messias não foi uma lenda, mas um fato: seu nome será “JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mt 1.21). O perdão dos pecados não é ainda a salvação completa, porque parte dessa salvação consiste na glorificação e transformação do homem que se rendeu a Cristo; mas o perdão dos pecados é um passo inicial e necessário. O termo “pecados” vem da palavra grega que significa errar o alvo. E esse erro pode ser positivo ou negativo, um pecado de comissão ou omissão. Jesus disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jô 14.6).
Será que você já descobriu a data em que Ele nasceu em seu coração. Com relação a essa data não pode haver divergências. Essa data você não pode ignorar !
Fonte: Christian Lo Iacono