Ao olharmos para a vida de Jesus, podemos notar que Ele obteve grande êxito no passar adiante a missão que o Pai lhe confiara. As multidões corriam para ouvi-lo, podendo passar horas escutando-o, esquecendo-se até mesmo de fazer suas refeições. Seus discípulos foram capazes de continuar sua obra mesmo após sua partida, e suas palavras não foram esquecidas naquela geração, mas elas seguem, ainda hoje, tocando muitas vidas. Mas existe uma razão pela qual foi possível alcançar essa eficácia. As palavras de Jesus estavam diretamente ligadas às suas ações. Ele foi o “verbo” que se fez carne e habitou entre nós. Ele foi a palavra de Deus que se materializou. Jesus vivia tudo aquilo que pregava. Ele não somente falava de amor, mas também demonstrava o amor. Cristo andou com os excluídos, com os pobres, com as mulheres, tocou os leprosos, orou com as crianças. Ele abençoou aqueles a quem os homens não davam valor. Após viver uma vida toda de entrega, Jesus culminou sua passagem pela Terra com a demonstração suprema de seu amor, Ele entregou sua vida na cruz, o justo morreu pelos pecadores. Jesus é o modelo para todas as áreas de nossa vida, incluindo a maneira de ensinarmos nossos filhos. Ele falava com autoridade porque tinha uma vida que o respaldava. A Bíblia fala que não devemos amar “de palavras nem de língua, mas de fato e de verdade” (1Jo 3.18). Assim era o ensino de Jesus, e é nele que devemos nos espelhar. Nosso ensino, em casa, também terá sucesso se tivermos ações que são coerentes com aquilo que queremos que nossos filhos aprendam. Nossas crianças nos escutam, mas também convivem conosco diariamente, e podem conferir o nosso proceder com nossas palavras. Palavras vazias não tem significado algum, ainda mais se o objetivo é alcançar a compreensão de uma criança, que demora um pouco para poder pensar abstratamente. É por isso que devemos buscar estar “cheios” de Cristo, pois não podemos repartir aquilo que não temos. Jesus passou para seus discípulos não somente a teoria, mas também a prática. Assim, foi possível que eles levassem adiante a fé cristã. Que o nosso amor por nossos filhos consiga ir mais longe do que as nossas palavras. Que o nosso amor se pareça com o amor de Cristo, que se santificava a favor de seus discípulos (Jo 17.19), pois, muito mais do que aquilo que falamos, é aquilo que fazemos que poderá produzir frutos em nosso lar.
Fonte: Carolina Lo Iacono