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        <title>Cristo é a Resposta</title>  
        <link>http://www.cristoearesposta.org.br/</link>  
        <description>Acompanhe as últimas notícias da Cristo é a Resposta de forma organizada e clara, com muitas fotos.</description>  
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        <copyright>Cristo é a Resposta © Todos os direitos reservados.</copyright> 
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            <title>Topo</title>  
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        				<item>
					<title>SBB conquista importantes prêmios editoriais.</title>
					<link>http://www.cristoearesposta.org.br/index.php?exibir=noticias&amp;ID=4840</link>
					<description>
						<br />
						<b>SBB conquista importantes prêmios editoriais.</b><br /><br />
						Com sete premiações conquistadas, a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) foi uma das grandes vencedoras do Premio Areté de Literatura, em cerimônia realizada no dia 19 de agosto, durante a 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. A entidade – cuja missão é proporcionar a todas as pessoas o acesso às Sagradas Escrituras – teve seu trabalho reconhecido em cinco categorias, além de receber dois prêmios especiais.

Conferido pela Associação de Editores Cristãos (Asec), o Prêmio Areté de Literatura tem como objetivo incentivar a busca da excelência na publicação de títulos voltados ao leitor de livros cristãos evangélicos no Brasil.


Abaixo você poderá conferir as premiações recebidas pela Sociedade Bíblica do Brasil.

Categorias

- Bíblia/Estrangeiro: A Bíblia do Pregador 
- Infantil/Estrangeiro: A grande Barca de Noé 
- Multimídia/Nacional: Bíblia Completa em Áudio 
- Multimídia/Estrangeiro: Biblioteca Digital Esperança 
- Referência: Manual Bíblico SBB 

Prêmios Especiais

- Inovação Literária: Biblioteca Digital Esperança 
- Personalidade Literária: Pr. Eude Martins, coordenador nacional da campanha É Tempo de Ouvir a Palavra de Deus.

Além do Prêmio Areté, a SBB também ganhou dois troféus da Associação Nacional das Livrarias Evangélicas (ANLE). Um na categoria “Prêmio Excelência – Distribuição e Atendimento” e outro como “Destaque do Ano”, conferido ao recém-lançado Novo Testamento à prova dágua. A cerimônia de entrega dos prêmios da ANLE acontecerá em 6 de setembro, durante a feira Expocristã, na capital paulista.

O Prêmio Areté de Literatura é promovido pela Associação de Editores Cristãos (Asec) desde 1991 e hoje é o principal prêmio do segmento editorial religioso no Brasil, contemplando as obras em 30 categorias e prêmios especiais.  A edição de 2010 foi realizada no Auditório das Orquídeas, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, no dia 19 de agosto, no encerramento do Congresso da Asec.

A Sociedade Bíblica do Brasil é uma organização sem fins lucrativos, de natureza filantrópica, assistencial, educativa e cultural. Sua finalidade é traduzir, produzir e distribuir a Bíblia Sagrada, um verdadeiro manual para a vida, que promove o desenvolvimento espiritual, cultural e social do ser humano, provocando, assim, a transformação daquele que com ela entra em contato. Para cumprir a missão de distribuir, de forma relevante, a Bíblia a todas as pessoas, desenvolve programas de assistência social e espiritual em todo o País. Fundada em 1948, construiu sua trajetória com base na missão de &quot;promover, sem fins lucrativos, a difusão da Bíblia e sua mensagem como instrumento de transformação espiritual, de fortalecimento dos valores éticos e morais e de incentivo ao desenvolvimento humano, nos aspectos espiritual, educacional, cultural e social, em âmbito nacional”. 

A SBB oferece o texto bíblico em diferentes formatos, buscando atender às necessidades específicas dos mais variados públicos. Em seu trabalho social, a SBB procura levar as Escrituras especialmente para as populações em situação de risco social, espalhadas por todo País. Entre os públicos contemplados pelas ações da organização estão os ribeirinhos da Amazônia, detentos, enfermos hospitalizados, pessoas com deficiência visual e estudantes. Para 2010, a SBB prepara-se para levar a Palavra de Deus a outro público especial: o das pessoas com deficiência auditiva, por meio da produção do texto bíblico em Libras (Língua Brasileira de Sinais).

A SBB faz parte das Sociedades Bíblicas Unidas (SBU), uma aliança mundial fundada em 1946 com o objetivo de facilitar o processo de tradução, produção e distribuição das Escrituras Sagradas por meio de estratégias de cooperação mútua. As SBU congregam 147 Sociedades Bíblicas, atuantes em mais de 200 países e territórios. Essas entidades são orientadas pela missão de promover a maior distribuição possível de Bíblias, numa linguagem que as pessoas possam compreender e a um preço que possam pagar.

Site da Sociedade Bíblica do Brasil - http://www.sbb.org.br/					</description>
					
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						<item>
					<title>Banco Central isenta direção do Banrisul de suspostos desvios.</title>
					<link>http://www.cristoearesposta.org.br/index.php?exibir=noticias&amp;ID=4841</link>
					<description>
						<br />
						<b>Banco Central isenta direção do Banrisul de suspostos desvios.</b><br /><br />
						Em nota intitulada &quot;Nota do Banco Central sobre as fraudes no Banrisul&quot; e divulgada na tarde desta quinta-feira, a instituição que regula o sistema financeiro no país afirma que até agora as informações de que dispõe &quot;não apontam o envolvimento da alta administração&quot; do Banrisul na investigação da Operação Mercari, desencadeada nesta quinta-feira pela Polícia Federal.

No comunicado, o Banco Central adverte, porém, que &quot;na eventualidade&quot; de vir a verificar irregularidades que constituam crime de ação pública, será obrigado a comunicar ao Ministério Público Federal.


Valores apreendidos superam R$ 3 milhões

A Polícia Federal (PF) informou na noite desta quinta-feira que os valores apreendidos na operação superam R$ 3 milhões em moeda nacional, dólares, euros e libra esterlina. Três pessoas foram presas pela PF suspeitas de estarem envolvidas nos possíveis desvios de recursos da área de marketing que do Banrisul.


Entenda o caso

Uma força-tarefa composta por Polícia Federal (PF), Ministério Público Estadual (MPE) e Ministério Público de Contas (MPC) apura esquema de desvios de recursos da área de marketing do Banrisul. A suposta organização criminosa é integrada por alto funcionário do banco e diretores de agências de publicidade. O valor total do desvio pode chegar em R$ 10 milhões de reais. 

A investigação indica que as ações de marketing, contratadas junto a agências publicitárias, seriam superfaturadas. De acordo com a PF, as campanhas eram terceirizadas a empresas que, por sua vez, subcontratavam os reais executores dos serviços. Estes, segundo a polícia, cobravam preços muito menores do que aqueles pagos pelo banco. 

Auditores do Tribunal de Contas já começaram as inspeções no departamento de marketing do Banrisul. O trabalho atende a um pedido do Ministério Público de Contas, que também determinou a suspensão de pagamentos referentes a serviços prestados pelas empresas terceirizadas sob investigação. 

Pelo menos duas agências estão sendo investigadas na Capital. Até o momento, três pessoas foram presas. Com elas, foi recolhida grande quantia em dinheiro.

Para o superintendente da PF, IldoGasparetto, os valores recolhidos sustentam a hipótese de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. 

As imagens da apreensão foram divulgadas pela PF.

Segundo Gasparetto, diversos documentos e computadores foram apreendidos. O material será analisado para saber o destino que era dado ao dinheiro. 

Nesta manhã, uma pessoa que seria testemunha-chave no caso destacou que &quot;pessoas recebiam propina&quot; e que era apresentado um &quot;orçamento definitivo&quot;. Na hora da cobrança, &quot;os valores eram superiores ao dito pela pessoa&quot;.

— Um projeto que seria em torno de R$ 350 mil foi faturado em R$ 546 mil — disse a testemunha em entrevista ao Jornal do Almoço.

Segundo a Polícia Federal, a Justiça Estadual, acionada pelo Ministério Público Estadual, autorizou o compartilhamento de informações com o Ministério Público de Contas, que requereu ao Tribunal de Contas do Estado inspeção especial no Banrisul — já determinada —, bem como com a Polícia Federal. Os supostos crimes apontados seriam evasão de divisas, ocultação de bens e valores e sonegação fiscal.					</description>
					
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						<item>
					<title>Casal de ex-muçulmano ainda procuram filho sequestrado.</title>
					<link>http://www.cristoearesposta.org.br/index.php?exibir=noticias&amp;ID=4842</link>
					<description>
						<br />
						<b>Casal de ex-muçulmano ainda procuram filho sequestrado.</b><br /><br />
						A Portas Abertas recebeu notícias de um casal ex-muçulmano que teve seu filho de 20 anos, Shahajan, sequestrado por vizinhos em 26 de junho de 2010, por volta das 10 horas da manhã.

Os agressores, entre 8 e 10 pessoas, tinham intenção de matar o pai, Abdul, que desde sua conversão ao cristianismo em 2005, confessava publicamente a respeito dela. Ele não estava por perto quando ocorreu o incidente. Sua esposa, entretanto, sofreu nas mãos dos hostis vizinhos antes de seu filho ser levado.

Na manhã de 26 de junho, Shahajan teve uma discussão com os vizinhos a respeito das galinhas estarem fora da propriedade de seu pai. Esse incidente incitou a violência de mais tarde.

Na delegacia local, os agressores abriram inquérito contra Abdul e seus vizinhos que ajudaram sua esposa na noite do ataque. Em defesa, Abdul e sua mulher entraram com uma declaração contra eles no tribunal, correndo para recuperar seu filho vivo. As autoridades, porém, continuam a estudar seu caso, que ainda está por resolver a partir deste alerta de oração.					</description>
					
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					<title>Jornal da Globo entrevista a candidata Dilma Rousseff.</title>
					<link>http://www.cristoearesposta.org.br/index.php?exibir=noticias&amp;ID=4843</link>
					<description>
						<br />
						<b>Jornal da Globo entrevista a candidata Dilma Rousseff.</b><br /><br />
						William Waack: Boa noite. Bem-vinda ao Jornal da Globo. Candidata, o seu tempo começa a contar a partir de agora. Eu vou formular a primeira pergunta. A senhora passou - até talvez por não ter disputado nenhuma eleição até agora - por uma grande transformação física. Cabelo, roupa, o jeito de falar... Foi difícil?

Dilma Rousseff: Boa noite, William. Boa noite, Christiane. É, eu acho que esse é um processo diferente de ser ministra-chefe da Casa Civil. É, eu sempre digo que, como ministra-chefe da Casa Civil, a gente trabalha muito e tem muito pouco tempo pra você se relacionar com a população porque é um trabalho de bastidor, de construir, de estruturar um governo, de levar ele à frente. Então há uma exigência muito grande. Quando eu passei a ser candidata, eu acho que - vou te falar assim com sinceridade -, acho que é melhor, mais fácil porque implica em você ter contato com as pessoas, conseguir conversar com elas, fazer propostas. E é importante também você cuidar da forma como você aparece em público. Porque você vai, na verdade, aparecer pros 190 milhões de brasileiros, de uma forma ou de outra, ou através da TV aberta ou através do rádio, também, que você vai conversar. E, principalmente, eu acho que no contato pessoal. As pessoas gostam que a gente se cuide pra se aparecer pra elas. Então eu acho que isso foi bom pra mim. E eu acho que é bom também pras pessoas que me assistem, me veem.

Christiane Pelajo: Candidata, a gente tem visto muitos petistas envolvidos em escândalos na campanha da senhora. José Dirceu, por exemplo. Qual é o papel que ele terá num possível governo da senhora?

Dilma Rousseff: Olha, sabe, Christiane, eu não tenho discutido o futuro governo. Por uma questão, eu acho, que de respeito à população. Pra você começar a discutir um governo, eu teria de estar eleita. Eu acho que a questão que se coloca quando você está em campanha eleitoral é respeitar uma das questões mais importantes na democracia que é o voto do povo dia 3 de outubro. Se eu colocar a carroça na frente dos bois, em vez de eu discutir os programas do governo, em vez de eu dizer o que eu quero pras pessoas me escolherem como presidenta do Brasil, eu vou ficar discutindo uma coisa que não aconteceu? Por que, cá entre nós, pesquisa não ganha eleição...

Christiane Pelajo: Mas a senhora...

Dilma Rousseff: O que ganha eleição é voto na urna...

Christiane Pelajo: Mas a senhora...

Dilma Rousseff: Dia 3 de outubro.

Christiane Pelajo: Mas a senhora não vê problemas em trazer de volta à política uma pessoa que teve direitos políticos cassados?

Dilma Rousseff: Eu vou te insistir com isso. Eu não vou discutir nem o Zé Dirceu, não vou discutir quem quer que seja. Outro dia colocaram que o Henrique Meirelles, outro dia colocaram que era o Guido Mantega, outro dia colocaram que era o Palocci. Eu, em princípio, não discuto nenhum nome pro meu governo...

William Waack: A senhora vai deixar...

Dilma Rousseff: É uma questão assim de princípio. Por quê? Porque eu tenho sido acusada também de estar querendo ganhar a eleição antes da hora e que eu quero sentar na cadeira antes. Eu queria dizer, gente, que quem sentou na cadeira antes foi o ex-presidente da República e que... acho, inclusive, por dois motivos eu não sento em cadeira antes. Primeiro porque eu respeito o voto popular. E em segundo lugar porque eu acho que dá azar sentar na cadeira e ficou visível que deu azar.

William Waack: Essa é uma dose de superstição. Uma novidade.

Dilma Rousseff: Como todo brasileiro e brasileira deste país.

William Waack: Agora, a senhora se recusar a discutir cargos e distribuição de cargos, a senhora vai deixar um monte de gente decepcionada. Seus aliados estão discutindo abertamente quem vai ficar com o quê. Não seria a hora de a senhora participar?

Dilma Rousseff: Sabe, é comigo que sou, se eleita, a parte interessada ninguém fez isso até hoje. Todo mundo respeitou o fato de que em processo eleitoral a gente tem de levar em conta o interesse da população no fato de que ela tem de esclarecer. Segundo, tem de respeitar o dia do voto. É que nem futebol: todo mundo pode ficar fazendo prognóstico, mas, se um jogador de futebol sair dizendo que ele vai ganhar de 2 a 0, de 1 a 0, sem ter a bola na rede, é uma baita pretensão. Eu considero que seria pretensão da minha parte discutir qualquer consequência do processo eleitoral de 3 de outubro sem estar o último voto na urna às cinco horas da tarde.

William Waack: Já que a senhora usou o futebol, todo mundo escala o time antes do jogo.

Dilma Rousseff: É. Todo mundo escala o time antes do jogo, mas aí é futebol e eu tô fazendo eleição.

Christiane Pelajo: Candidata, a Receita Federal negou intenção política na quebra de sigilo no vazamento de dados de tucanos na semana passada. Integrantes do seu partido já foram envolvidos em montagem de dossiês contra opositores. Como é que a senhora pode dar garantias pra gente, pra população que isso não vá acontecer num eventual governo da senhora?

Dilma Rousseff: Olha, eu tenho muito tempo de vida pública, Christiane. E jamais compactuei com nenhuma união mal feita. Tenho insistido que a acusação da oposição a mim e à minha campanha é absolutamente sem fundamento. Inclusive, entrei com seis medidas jurídicas contra o candidato, meu opositor - não eu, mas o meu partido -, e também pedi providências à Política.. é, à Polícia Federal pra investigar esse fato. Eu considero que é absolutamente injustificável que uma pessoa acuse outra sem apresentar provas. Nós temos pedido sistematicamente que apresente provas. Aliás, se essa situação for colocada dessa forma, eu queria dizer uma coisa: o partido do candidato meu adversário tem uma trajetória de vazamentos e grampos absolutamente expressiva. Por exemplo, vazamento das dívidas dos deputados federais com o Banco do Brasil nas vésperas da votação da emenda da reeleição. Os grampos que existiram no BNDES e também os grampos feitos juntos ao próprio gabinete, o secretário da Presidência da República. Eu jamais usei esses episódios pra tornar o meu adversário suspeito de qualquer coisa porque eu não acho correto. Agora, eu também não concordo e que sem provas me acusem ou acusem a minha campanha. Eu tenho uma trajetória política. Na minha trajetória política, eu tive sempre absoluta respeito pela legalidade e pelo uso do dinheiro público. Então não vejo nenhuma justificativa para as acusações a não ser interesse eleitoral.

William Waack: Candidata, a senhora tem uma longa história política. A senhora foi torturada durante a ditadura militar. Como é que a senhora se sentiu quando ouviu o presidente Lula comparar presos de consciência em Cuba a bandidos em São Paulo?

Dilma Rousseff: Olha, William, eu acho que a trajetória política e de vida do presidente Lula não pode permitir que a gente acredite que o presidente Lula foi uma pessoa que não lutou a vida inteira pelos direitos humanos. Eu, da minha parte, tenho consciência disso e tenho presenciado isso. Acho de forma, muito discreta inclusive, o Brasil é responsável pela soltura dos presos políticos. Eu não digo que ele é responsável, que seria também muita pretensão minha, mas eu acredito que o presidente Lula, o Itamaraty e todas as tratativas feitas de forma discreta - como deve ser feito, até porque, se você não fizer de forma discreta, você não consegue muitas vezes o seu objetivo - responsável pela soltura dos presos políticos em Cuba. Agora, eu da minha parte, tenho uma convicção, William. Sabe qual é? A minha vida pessoal, ela teve um momento muito duro. Eu vivi a minha juventude durante a ditadura e lutei contra ela do primeiro ao último dia. Tenho absoluta solidariedade com presos políticos. Sou contra crimes de opinião, crimes políticos ou crimes por pensar, por querer ou por opor e vou defender isso a minha vida inteira.

William Waack: Ou seja, a senhora jamais faria essa comparação?

Dilma Rousseff: Não, eu não acho correto transformar o presidente e falar que o presidente tomou uma atitude errada nesse episódio. O presidente, eu vou repetir, foi responsável, um dos, pelas tratativas de soltura dos presos políticos cubanos.

Christiane Pelajo: Candidata, é notório que as Farc, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, estão relacionadas ao tráfico de drogas e também ao crime organizado aqui no Brasil. Por que a senhora hesita em chamar as Farc de narcoguerrilha?

Dilma Rousseff: Eu jamais hesitei em chamar, falar que as Farc tem relações com o tráfico. É público e notório.

Christiane Pelajo: Então a senhora está declarando aqui que as Farc são uma narcoguerrilha?

Dilma Rousseff: Não estou declarando, não. O governo do presidente Lula acha as Farc ligadas ao crime, ao crime organizado e ao crime do tráfico de drogas. Nunca escondemos esse fato. Aliás essa história das nossas relações com as Farc foi muito bem respondida pelo próprio presidente, ex-ministro da Defesa da Colômbia, que disse o seguinte: em várias oportunidades, ele, ministro da Defesa, que combateu inequivocamente as Farc na Colômbia, conversou com elas, teve diálogo, porque tem momentos que sem ele ter o diálogo ele não consegue acabar e negociar a paz. Então, no Brasil, a gente tem de perder essa - eu acho assim - essa visão um tanto quanto conspiradora que muitas vezes se coloca. Se não se conversar, você não consegue inclusive a paz. E eu acho que ele foi muito feliz na resposta que ele deu pra uma revista nesse domingo - né?, foi domingo que saiu - em que ele diz: eu e outros políticos colombianos conversamos também.

William Waack: Estamos de volta para a segunda parte da entrevista com a candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff. Candidata, o seu tempo volta a contar a partir de agora, mais dez minutos. A senhora fez parte de um governo que tem sido criticado frequentemente por ter colocado na máquina administrativa muitos militantes do seu partido. Essa política prossegue?

Dilma Rousseff: Olha, eu sempre digo uma coisa, viu, William. Eu acho que um governo é composto de políticos que tenham competência técnica. Vai prosseguir sempre... eu vou prosseguir nesse critério. Vou escolher políticos com competência técnica. Aliás, eu sempre conto uma história: acho que os técnicos são muito importantes, mas técnicos que não têm compromisso com o desenvolvimento do seu país, que não têm compromisso com a distribuição de renda do seu país, que não têm compromisso com a inclusão social do seu país, levam o país a situações muito precárias. Eu, por ato do ofício meu como ministra de Minas e Energia, me relacionei com vários ministros da América Latina. E, uma vez, estava em uma reunião, era véspera de Natal, e começou aquela conversa meio social, meio de final de reunião. &quot;Onde você vai passar as férias?&quot;. Nós todos... Eu disse: &quot;Na minha casa&quot;. Onde você mora? &quot;Em Porto Alegre&quot;. Cada um, eram vários ministros. Um deles, que importa, disse: &quot;Ah, eu vou também passar em casa&quot;. E aí eu estava em dúvida se ele morava numa de duas cidades daquele país e disse uma delas. Ele falou: &quot;Não&quot;. Eu disse a outra, ele falou: &quot;Não&quot;. Então onde é? Ele disse para mim: &quot;Eu moro em Miami&quot;. A família dele morava em Miami, os filhos dele moravam em Miami, os netos dele moravam em Miami. Eu não acredito que alguém que não crie a sua família no Brasil, que não tenha interesse na educação dos seus filhos de qualidade no Brasil, que não sinta no coração amor pelo seu país a ponto de morar nele, de aguentar as consequências, todas as consequências da vida que você, que um governo vai produzir lá, seja uma pessoa confiável. Então eu sempre vou escolher políticos com competência técnica. E aí todos os do meu partido que foram políticos com competência técnica para cargos específicos ocuparão esses cargos. E isso não vale só para o PT, isso vale para todos que ocuparem cargos no meu governo.

William Waack: Qualquer o partido?

Dilma Rousseff: Qualquer partido.

Christiane Pelajo: Candidata, o Brasil...

Dilma Rousseff: Aliás, sempre disseram que eu era um pouco exigente, não sei se você lembra. Sempre disseram: &quot;Olha, ela é um pouco exigente no que se refere à qualificação para cargos&quot;.

William Waack: Ou quis dizer: &quot;Não importa a carteirinha?&quot;

Dilma Rousseff: Olha, eu acho que a carteirinha, já expliquei, importa sim, se a carteirinha for isso que eu disse: o compromisso com o seu país. Política não é sempre uma coisa ruim. Política não é sempre uma coisa suja. A política pode ser responsável por transformar, como o presidente Lula fez nesses últimos oito anos, um país que vivia na desigualdade, na estagnação e vivia também no desemprego, num país que está crescendo, que emprega 14 milhões quando o mundo está desempregando 30 milhões e em um país...

Christiane Pelajo: Candidata....

Dilma Rousseff: Que tem uma, de fato hoje, um resultado social muito impressionante.

Christiane Pelajo: Candidata, vamos mudar um pouco de assunto. O Brasil investe muito pouco em relação ao PIB e os investimentos dependem basicamente de Petrobrás e setor privado. Por que o governo Lula não conseguiu investir?

Dilma Rousseff: Eu não concordo com a afirmação. Acho que houve um esforço extraordinário do governo Lula para investimento. E isso ficou, isso é visível hoje nos números. Nós aumentamos bastante o investimento público - óbvio que a Petrobrás aumentou o seu investimento, que a Eletrobrás aumentou investimento. Agora, os investimentos privados, por exemplo, na área de infraestrutura foram demandados por leilões do governo...

Christiane Pelajo: Já que a senhora está falando de números, eu gostaria de dar alguns números aqui. Quarenta por cento da riqueza nacional do país vão para o governo e o governo só é responsável por dois por cento dos investimentos do país.

Dilma Rousseff: Veja bem. É o tipo do dado que ele não tem precisão econômica, ele não tem precisão orçamentária. Porque é o seguinte: o governo, ele, infraestrutura, nós passamos mais de 25 anos sem investir. Hoje nós estamos fazendo as seguintes obras: interligação da bacia do São Francisco, seis bilhões de reais. Para levar o quê? Para levar água para 12 milhões de pessoas no semi-árido nordestino. Acabamos com a história do racionamento de oito meses que aconteceu no Brasil. Hoje, vocês não veem mais alguém dizendo que o Brasil corre risco de racionamento, porque não tem risco de racionamento. Você vê Jirau e Santo Antônio. Vou te dar outro exemplo...

Christiane Pelajo: A senhora está satisfeita então com os investimentos no Brasil.

Dilma Rousseff: Não. Eu não. Eu sou uma pessoa que jamais vou ficar satisfeita. Quando eu falo que o Brasil voltou a investir, eu tô dizendo o seguinte: nós estamos em uma longa trajetória. Vamos precisar investir muito mais. Por exemplo, em casa própria para as pessoas, voltamos a investir, saneamento. Saneamento, hoje, eu estava dando um exemplo aqui em São Paulo, que nós botamos em saneamento aqui em São Paulo 8,6 bilhões.

William Waack: Candidata, parece haver um consenso, a senhora é economista, e parece haver um consenso entre os economistas. Primeiro: porque a nossa taxa de investimento é muito baixa em relação ao PIB...

Dilma Rousseff: Eu concordo...

William Waack: A senhora faz parte desse consenso.

Dilma Rousseff: Concordo...

William Waack: Há um outro consenso ainda....

Dilma Rousseff: Chegamos a 19, né, William...

William Waack: É, onde estamos mais ou menos....

Dilma Rousseff: Não, nós queríamos ter chegado a 21...

William Waack: A 24, 25...

Dilma Rousseff: Não, a 21. Nós íamos chegar a 21, em 2009... houve a crise e nós caímos outra vez.
 
William Waack: Eu quero chamar a atenção da senhora para outro consenso...

Dilma Rousseff: Nós vamos retomar este ano.

William Waack: Eu quero saber se a senhora faz parte desse consenso também, já que o primeiro a senhora admite que os investimento são mais baixos do que poderiam ser. Como é que o Brasil vai continuar crescendo, e não vamos crescer a mesma coisa que crescemos no primeiro semestre, o Ministro da Fazenda estava comentando isso agora, um pouco antes, à noite. Como é que nós vamos conseguir manter o mesmo ritmo sem fazer um severo ajuste fiscal. A senhora já está pensando nisso?

Dilma Rousseff: Eu acho, eu sou, hoje, contra que se faça ajuste fiscal agora no Brasil.

William Waack: Por causa de eleição? Ou porque a senhora não quer dizer ainda agora?
Dilma Rousseff: Não, não, não, não. O Brasil teve de fazer ajuste fiscal porque precisou fazer. O que é ajuste fiscal? Ajuste fiscal é regime de caixa. Caracteriza-se pelo fato que na despesa você sai cortando: aumento de salário mínimo, aumento de salário. Você sai cortando qualquer despesa passível de corte. Ou seja, aquelas que não estão vinculadas. Investimento, saneamento, nem pensar. Ela caracteriza primeiro por isso. Como é regime de caixa, tem um lado da receita que todo mundo esquece. Sabe o que você faz? Você aumenta imposto.

William Waack: Não tem jeito.

Dilma Rousseff: Aumenta o imposto. Além de aumentar imposto, sentam no caixa. Então vamos supor que você seja um empresário. E aí você tem um crédito tributário, um crédito devido a você. O Fisco te deve e vai ter de pagar. Sabe o que é o regime de caixa? Te devolvem em 48 meses. Em vez de devolver automaticamente te devolvem em 48 vezes. O Brasil não precisa passar por isso mais. Sabe por quê? Primeiro: a inflação está sob controle visivelmente. Nós estamos com US$ 260 bilhões de reserva. E a relação dívida líquida sob PIB está caindo inquestionavelmente, está em 41 por cento. Nós inclusive tivemos que ter um aumentozinho em 2009, mas foi a única vez. Fizemos superávit todos os anos. Então, o pessoal que está defendendo ajuste fiscal está errado. O que nós temos de defender é outra coisa. O Brasil tem de crescer e tem de controlar os seus gastos, não pode sair crescendo e gastando dinheiro a roldão. Um governo que não controle direito os seus gastos, que não pegue o seu dinheiro e olhe se ele está devidamente aplicado não é o governo que eu defendo. Agora, defender ajuste fiscal como foi praticado no Brasil é um crime hoje.

Christiane Pelajo: Candidata...

Dilma Rousseff: Hoje nós estamos na fase do investimento, do planejamento, do controle e da fiscalização do gasto público, mas não estamos na fase do ajuste fiscal.

William Waack: Contas externas... elas estão piorando. Como é que a senhora pretende inverter esse quadro?

Dilma Rousseff: Olha, nós estávamos falando há pouco na taxa de investimento. Eu sou a favor da taxa de investimento ser cada vez maior. Como o Brasil começou um processo de investimento virtuoso, nós estamos tendo um desequilíbrio devido a uma discrepância entre nós e o resto do mundo. Enquanto as exportações nossas não têm mercado porque os Estados Unidos e a União Europeia, a OCDE toda está com um problema sério de crise ainda...

William Waack: Nós temos mais 15 segundos, candidata.

Dilma Rousseff: Tá. Nós hoje somos mais importadores de bens de capital e bens intermediários que elevam a taxa de investimento. Eu acredito que o Brasil está convergindo para taxas de juros internacionais, porque eu acredito....

Christiane Pelajo: Candidata, o nosso tempo encerrou...

Dilma Rousseff: Que nós vamos reduzir a dívida. E aí o Brasil cresce.

Christiane Pelajo: Candidata, muito obrigada pela presença da senhora aqui com a gente no Jornal da Globo.

William Waack: Obrigado.

Christiane Pelajo: Amanhã a gente volta com mais um candidato à Presidência da República, José Serra, do PSDB.					</description>
					
				</item>
						<item>
					<title>Pena alternativa também poderá ser usada para condenados por tráfico de drogas.</title>
					<link>http://www.cristoearesposta.org.br/index.php?exibir=noticias&amp;ID=4844</link>
					<description>
						<br />
						<b>Pena alternativa também poderá ser usada para condenados por tráfico de drogas.</b><br /><br />
						O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem, dia 1º de setembro, que são inconstitucionais os dispositivos da Nova Lei de Drogas (Lei 11.343/06) que proíbem a conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos (também conhecida como pena alternativa) para condenados por tráfico de drogas.

A decisão remove o impedimento e deixa a critério do Juízo das execuções criminais o exame dos requisitos necessários para conversão da pena.

O leading case (decisão que cria precedente com força obrigatória para casos futuros) julgado pelo STF foi impetrado pela Defensoria Pública da União (HC 97256) em defesa de um condenado a um ano e oito meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, flagrado com 13,4 gramas de cocaína.

Com a decisão, caberá ao juiz do processo analisar se o condenado preenche ou não os requisitos para ter sua pena privativa de liberdade convertida em uma sanção restritiva de direito.


Primários

De acordo com uma pesquisa financiada pelo Ministério da Justiça e desenvolvida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade de Brasília (UnB), 66,99% dos presos por tráfico de drogas são réus primários e apresentam bons antecedentes. Em 60% dos 103 casos analisados em dois anos pelos pesquisadores, somente uma pessoa é acusada pelo crime de tráfico, ou seja não existe uma associação clara com um grupo criminoso.

Além disso, durante o período em que ficam presas, ou à espera de julgamento, ou quando já condenadas, acabam arregimentadas no presídio por organizações criminosas para, quando deixarem a cadeia, continuarem a traficar.

O estudo também analisou 9.252 ocorrências que resultaram na prisão de traficantes na capital paulista entre 2007 e o primeiro semestre de 2009. Um dos resultados obtidos revela que nove em cada dez traficantes, em São Paulo, são presos com menos de 1 quilo de maconha, 500 gramas de cocaína ou 50 gramas de crack.					</description>
					
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					<title>Netanyahu e Abbas concordam em se reunir novamente.</title>
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						<b>Netanyahu e Abbas concordam em se reunir novamente.</b><br /><br />
						O enviado dos Estados Unidos para a paz no Oriente Médio, George Mitchell, afirmou nesta quinta-feira que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, mantiveram reuniões produtivas e vão se encontrar novamente na região nos dias 14 e 15 de setembro e, depois disso, a cada duas semanas.

O diálogo direto para a paz ocorreu apesar do enorme ceticismo e de episódios recentes de violência na Cisjordânia, que ressaltam os desafios enfrentados por ambos os líderes enquanto buscam um acordo para estabelecer um Estado independente palestino, ao lado de Israel.

&quot;O presidente Abbas e o primeiro-ministro Netanyahu estão comprometidos a fazer o que for necessário para atingir o resultado correto&quot;, disse Mitchell a jornalistas, acrescentando que ele e a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, vão participar das conversações de setembro.

Netanyahu afirmou mais cedo que as negociações não seriam fáceis. &quot;Uma paz verdadeira, uma paz duradoura será alcançada apenas com concessões mútuas e dolorosas de ambos os lados.&quot;
Líderes israelenses e palestinos iniciaram nesta quinta-feira a primeira rodada de conversações diretas após mais de um ano, promovidas pelos Estados Unidos.

Mitchell afirmou que os dois lados concordaram que a conversa era delicada e, portanto, divulgariam poucas informações sobre os detalhes das discussões.

Mas ele afirmou que eles concordaram que o primeiro item da agenda seria produzir uma &quot;estrutura do acordo&quot; para estabelecer os compromissos fundamentais necessários para alcançar um acordo final dentro de um ano.

As conversações marcam o esforço mais recente de uma série de tentativas iniciadas há décadas para resolver uma das disputas mais espinhosas do mundo.


Oposição

O presidente Barack Obama, que tem apostado um considerável capital político na mediação norte-americana para o conflito em um ano de eleições parlamentares nos EUA, exortou ambos os lados a agarrar a chance de paz após encontros separados na Casa Branca na quarta-feira. 

Mas os contrários às concessões que teriam de ser feitas para dar uma chance à paz ameaçaram sabotar as negociações.

Em Gaza, o Hamas afirmou que seus militantes continuariam atacando israelenses nos assentamentos na Cisjordânia, onde a polícia palestina prendeu mais de 500 suspeitos militantes do Hamas após um membro do grupo islâmico ter matado a tiros quatro colonos judeus na terça-feira. &quot;Mahmoud Abbas não tem o direito de falar pelos palestinos&quot;, afirmou um porta-voz do Hamas, que é opositor ao grupo Fatah liderado por Abbas.

Ao mesmo tempo, colonos judeus anunciaram planos para fazer novas construções imediatamente nos seus assentamentos na Cisjordânia, desafiando a moratória do governo israelense, que ainda tem mais três semanas de vigor.

Uma porta-voz dos colonos afirmou que a paralisação tinha acabado e que as construções voltariam em 80 assentamentos sem mais atrasos. Um porta-voz dos palestinos disse que Israel precisa conter qualquer atividade ligada a &quot;sabotar os esforços de paz&quot;.

O assunto dos assentamentos assombra as negociações de paz. Abbas alertou que deixará as conversas com Israel se o Estado judaico não estender a moratória antes de ela expirar, em 26 de setembro.					</description>
					
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					<title>Veja histórico de acordos de paz para o Oriente Médio.</title>
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						<b>Veja histórico de acordos de paz para o Oriente Médio.</b><br /><br />
						Em mais de 40 anos desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967, houve diversos planos e negociações de paz no Oriente Médio. Alguns foram considerados bem-sucedidos, como os firmados entre Israel e Egito e entre Israel e Jordânia, mas a disputa central entre israelenses e palestinos ainda não foi resolvida.

O analista da BBC Paul Reynolds explica as principais propostas de paz e o que aconteceu com elas.


Resolução 242 do Conselho de Segurança da ONU, 1967

A resolução encarna o princípio que tem guiado a maioria dos planos subsequentes: a troca de terra por paz.

Ela pedia &quot;a saída das Forças Armadas israelenses dos territórios ocupados no conflito daquele ano, como Jerusalém Oriental, a península do Sinai, Cisjordânia e as colinas de Golã, e o &quot;respeito pela soberania, integridade territorial e independência política de cada Estado na região e seu direito de viver em paz&quot;.

Mas a resolução é famosa por sua imprecisão ao pedir a retirada israelense de &quot;territórios&quot;.
Israel argumentou que isso não significava necessariamente a retirada de todos os locais ocupados.


Camp David (EUA), 1978

Houve diversos planos de paz após 1967, mas nada de significativo aconteceu até depois da guerra de 1973, que abriu espaço para uma nova iniciativa pela paz, como mostra a visita a Jerusalém do então presidente egípcio, Anwar Sadat, em novembro de 1977.

O presidente dos EUA na época, Jimmy Carter (1977-81), capitalizou em cima desse espírito e convidou Sadat e o então premiê israelense, Menachem Begin, para conversas em Camp David.
O primeiro acordo expandia a resolução 242, pedia negociações multilaterais para resolver o &quot;problema palestino&quot;, falava em um tratado entre Israel e Egito e instava a assinatura de outros tratados entre Israel e seus vizinhos. Mas a fraqueza deste primeiro acordo foi que os palestinos não participaram das negociações.

O segundo acordo tratava da paz entre Israel e Egito, o que ocorreu em 1979, com a saída de Israel da península do Sinai, ocupada desde 1967. Isso resultou no primeiro reconhecimento do Estado de Israel por parte de um país árabe.

São talvez as mais bem-sucedidas conversas do processo de paz. O acordo durou, apesar de tensões posteriores entre Israel e Egito e de Sadat ter sido assassinado.


Conferência de Madri, 1991

Resultou em um tratado de paz entre Israel e Jordânia em 1994, mas as conversas israelenses com o Líbano e a Síria avançaram pouco desde então, complicadas por disputas de fronteira e pela guerra de 2006 entre Israel e militantes libaneses do Hezbollah.


Acordo de Oslo, 1993

As negociações de Oslo tentaram contemplar o que faltara em todas as conversas prévias, como um acordo direto entre israelenses e palestinos, representados pela OLP (Organização pela Libertação da Palestina).

Sua importância é que resultou no reconhecimento mútuo entre Israel e a OLP.

O acordo estipulava que tropas israelenses deixariam a Cisjordânia e Gaza, que um governo interino palestino seria montado para um período de transição de cinco anos, abrindo caminho para a formação de um Estado palestino.

O grupo Hamas e outros palestinos não aceitaram os termos de Oslo e iniciaram ataques suicidas contra Israel, que por sua vez enfrentou a oposição de colonos israelenses e outros setores da sociedade.

O acordo foi assinado em 1993, na Casa Branca, onde, sob a mediação do presidente americano Bill Clinton, Yasser Arafat, líder da OLP, e Yitzhak Rabin, premiê israelense, apertaram as mãos. Mas seus termos foram apenas parcialmente implementados.


Camp David, 2000

O objetivo de Clinton era tratar de temas como fronteiras, Jerusalém e refugiados, que haviam sido deixados de lado em Oslo.

Mas não houve acordo entre Arafat e o então premiê de Israel, Ehud Barak. O problema foi que o máximo oferecido por Israel era menos do que o mínimo que os palestinos estavam prontos para aceitar.

Israel ofereceu a faixa de Gaza, uma grande parte da Cisjordânia e terras do deserto de Negev, mas mantendo grandes assentamentos em Jerusalém Oriental. Os palestinos queriam começar com a reversão das fronteiras determinadas pela guerra de 1967 e pediam o reconhecimento do &quot;direito de retornar&quot; dos refugiados palestinos.

O fracasso de Camp David foi seguido pelo segundo levante palestino conhecida como Intifada.


Taba, 2001

Houve mais flexibilidade quanto à questão territorial, mas um comunicado posterior dizia ter sido &quot;impossível chegar a um entendimento em todas as questões&quot;. Com a eleição de Ariel Sharon em Israel, em 2001, o acordo foi abandonado.


Iniciativa de Paz Árabe, 2002

Após o fracasso dos diálogos bilaterais e da volta dos conflitos, o plano saudita retomou uma abordagem multilateral e sinalizou o interesse árabe em pôr fim às disputas ente israelenses e palestinos.

Segundo o plano, as fronteiras voltariam à configuração de 1967, um Estado palestino seria estabelecido em Gaza e Cisjordânia e haveria uma &quot;solução justa&quot; ao problema dos refugiados. Em troca, os países árabes reconheceriam Israel.

Sua força é o apoio árabe à solução de dois Estados. Sua fraqueza é que instou as partes a negociar os mesmos temas em que elas haviam falhado até então.


Mapa da Paz, 2003

O plano proposto pelo &quot;Quarteto&quot; (EUA, Rússia, União Europeia e ONU) que negocia a paz no Oriente Médio, não dá detalhes sobre um acordo final, mas sim diretrizes sobre como chegar a ele.
A proposta foi precedida de um comunicado, em junho de 2002, de George W. Bush, que propunha fases para pôr a segurança antes de um acordo final:

Fase 1: Declaração dos dois lados apoiando a solução de dois Estados. Palestinos poriam fim à violência e agiriam contra os que estivessem &quot;engajados no terror&quot;, criariam uma Constituição e fariam eleições; israelenses parariam de construir assentamentos ou ampliar os já existentes e conteriam ações militares
Fase 2: Criação de um Estado palestino, em conferência internacional, com &quot;fronteiras provisórias&quot;
Fase 3: Conversas finais

O Mapa da Paz não foi implementado, mas segue sendo um ponto de referência para as negociações.


Acordo de Genebra, 2003

Revisa os conceitos do Mapa da Paz em que a segurança e a confiança precederiam um acordo político.

O maior compromisso de Genebra era que os palestinos desistissem de seu &quot;direito de retorno&quot; em troca de praticamente toda a Cisjordânia. Israel desistiria de grandes assentamentos, como Ariel, mas manteria outros perto da fronteira.

Os palestinos teriam sua capital em Jerusalém Oriental, mas Israel manteria a soberania sobre o Muro das Lamentações, na Cidade Velha.


Annapolis (EUA), 2007

O premiê israelense Ehud Olmert e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, participaram de negociações com o Quarteto e mais de uma dúzia de países árabes.

Mas o Hamas, que ganhara as eleições parlamentares em Gaza em 2006 e dominara no ano seguinte a região, não estava representado e disse que não se comprometeria com nenhuma decisão tomada em Annapolis.

Após um comunicado conjunto, Olmert e Abbas tiveram reuniões regulares para acordar questões de fronteira, mas as negociações foram interrompidas pela ofensiva militar israelense em Gaza no final de 2008.					</description>
					
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